2 anos

2 anos

Estou me arrastando e o chão está frio. Duas grandes figuras sorriem pra mim com seus tijolos gigantes e depois olham um para o outro. Não entendo nada, mas tenho certeza que isso é cheiro da coisa vermelha. Eu amo vermelho. E enquanto o aviãozinho entra na pista de pouso que é minha língua, lampejos e ruídos atravessam meus ouvidos. Acho que nunca ouvi isso antes, nem ao menos enxerguei, mas sei que é bom porque estou me mexendo sem querer mexer. Finalmente consigo fazer a figura emitir algo engraçado e me envolver nas suas longas ferramentas presas ao próprio corpo. Começo a segui-los para onde vão, afinal sabem de tudo.

É macio, feupudo e as suas duas ferramentas presas ao corpo são diferentes do daquela figura estranha, que usava o que possuía na cabeça totalmente pra cima. A outra gosta muito de oferecer a coisa vermelha, por isso o sigo mais. Tudo pra mim é visto de baixo pra cima, tudo pra mim é maior de mais.

E eu ainda engatinho por todo lugar.

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