Mês: Março 2016

Você só é capaz se quiser

Você só é capaz se quiser

Tenho o sonho de ser escritora.
É claro que já ouvi comentários do tipo “nossa, sério?” ou “mas isso não dá dinheiro”.
Faz parte da vida.
Sempre vai ter aquele indivíduo que te desestimulará ou duvidará da sua capacidade.
Mas e quando essa pessoa é você?

Sabe, o pior de tudo é quando a pessoa sabe da capacidade que tem, mas ela mesma se sabota.

E pra quê?
Só para percorrer o caminho que parece ser o mais fácil. Fazemos isso de vez em quando. Queremos evitar sofrer.
Tudo se trata de sobreviver no final do dia.
Bom, talvez o primo de 3º grau se deu bem sendo médico e eu que não sei nem a diferença entre gripe e resfriado, vou fazer também.

Por medo de arriscar e errar, por frustração ou até falta de confiança, as pessoas acabam ficando na zona de conforto,

Sei lá né.. é melhor não trocar o certo pelo o duvidoso.
Sem riscos e sem dor.

Quantas vezes ou em quantas situações você já não soube, até mesmo viu pessoas insatisfeitas com a própria profissão? Indivíduos que escolheram algo que muitas vezes nem queriam, só porque foram pressionados ou engolidos pelo o medo de fracassar.

A sua vida não pode se basear no que os outros fizeram e muito menos ser conduzida pela as suas inseguranças.

Quem muito vive se escondendo na sombra não vê a luz do sol.

Então  na hora de escolher o que quer para o seu futuro, para de se basear nos outros.

Por favor, não viva uma vida qual você vai se arrepender depois.

E lembra de uma coisa:

Quando você estabelece um limite para si mesmo e impõe que é impossível conseguir algo apenas porque está acima do que já se conseguiu, acredite, você não está se ajudando, mas sim limitando a própria capacidade.

Existem más influências?

Existem más influências?

Pare um pouco e se pergunte:

Você já fez alguma coisa só porque todos estavam fazendo? 

Tenho 90% de certeza que a resposta foi sim. Afinal, é muito difícil não se deixar levar, nem que seja uma vez. Não estou falando de quando o vendedor te convenceu a comprar aquela roupa que você nunca usou na vida, mas sim sobre todas as situações das quais de alguma forma foram afetadas de verdade por alguma decisão sua.

Aos 12 anos de idade, inocente e viciada em desenhos da Disney, vi todas as minhas coleguinhas do 6º ano com All Star de cano baixo, aquele famoso tênis preto – ou grafite? – que você provavelmente já viu na sua escola. E o que eu fiz? Enchi a paciência da minha mãe por semanas para que ela comprasse aquele maldito tênis. No fim, eu não usei nem por 1 dia, aquela coisa machucou o meu calcanhar de uma forma, que formou bolhas horríveis. Moral da história?

O verdadeiro aprendizado é que nunca se deve fazer algo apenas para se sentir mais incluído.

Acredite, aprendi isso da pior forma. 

Aliás, triste aquele que luta para se encaixar em vez de simplesmente conquistar o seu lugar.

Mais triste ainda, aquele que segue em fila atrás de um determinado indivíduo, pois tem medo de seguir em sua própria fila sozinho (a).

Qual é o medo do ser humano em ser sozinho, que precisa de ideias alheias para seguir e não da suas próprias ideias para pôr em prática?

E agora eu lhe respondo:

Não. Não existem más influências, apenas pessoas influenciáveis.

Máscaras, Alegorias e Adereços

Máscaras, Alegorias e Adereços

  Como dizia o gênio Machado de Assis,

 o ser humano se esconde através de máscaras – que no caso eram sociais, mas não entraremos na Literatura – e o que nosso grande Machado quis dizer?
Bem, simplesmente que nós nos comportamos de maneiras diferentes de acordo com o ambiente em que estamos e dependendo de com quem estamos.

Embora não tivesse noção do que significava, desde os meus 4 anos eu me acostumei a ver minha mãe e minha tia confeccionando máscaras de carnavais, algumas brilhantes e outras discretas, mas sempre com a mesma função original:

Esconder a pessoa que estaria utilizando-a.
Nessa onda de ver todo mundo do bairro usando máscaras, eu descobri uma coisa muito interessante – que só pra acrescentar, não foi aos 4 anos, não sou uma pequena prodígio – fantasias e máscaras são usadas com intuitos diferentes.

Fantasias não são definitivas, daí vem o nome fantasia.

Ninguém as coloca para se esconder para sempre e nem para enganar alguém, as pessoas se fantasiam para ser alguém por 1 dia, 1 hora, 1 semana, ou sei lá, vai que o indivíduo em questão se fantasia para viver? Bem, deixa para lá.
A questão é que no fundo, nós todos sabemos que elas são fantasias, nós as vemos!

Em contrapartida, criminosos colocam aquele velho capuz preto. Qual a função dele? Eu lhe digo, meu caro leitor.
 Evitar que ele seja descoberto por alguém, porque afinal, se você faz algo de errado, vai querer ser pego no flagra?

Ah e as máscaras dos famosos bailes que com certeza se você não foi a um, já viu em filmes?

Normalmente, qual é a função delas?
Esconder a identidade, é claro.

No filme da Hilary Duff, por exemplo, por que você acha que ela colocou aquela máscara? Justamente para que ninguém a reconhecesse, para que naquele momento, naquela noite, pudesse ser alguém que realmente gostaria de ser. No entanto, ao mesmo tempo, mesmo todos sabendo que se tratava de uma fantasia de princesa, a máscara escondeu quem ela era. A roupa todos sabiam que se tratava de algo não real, mas o que cobria seus olhos servia para esconder seu eu verdadeiro.

E o que podemos dizer dos super-heróis? Ocultando as suas identidades, sustentando uma imponência na qual a população leva fé e que no fundo, a maioria deles são apenas pessoas comuns, com fraquezas e inseguranças.

O problema com as máscaras é que a função delas é omitir quem as pessoas são de verdade.

Algumas são de segurar – aquelas que todo mundo pode pegar e colocar na hora que quiser-e as mais perigosas de todas, as de prender.

As máscaras que ficam presas só são retiradas se a pessoa em questão quiser ou se alguém arrebentá-la.

Cuidado com as máscaras.

Depois

Depois

Você adia o tempo pois acha que é infinito, acha que o mundo vai esperá-lo se decidir.

Depois eu estudo
Depois eu conto que gosto dele (a)
Depois eu digo a verdade
Depois..
Depois..

E quando você vê, já não existe mais depois.

Elementos tóxicos

Elementos tóxicos

De acordo com o dicionário, elementos tóxicos são todos aqueles que possuem efeitos nocivos, podendo até mesmo levar a morte.

Costumo dizer e gritar ao mundo que ninguém pode ser definido, muito menos em uma palavra. Isso acontece por um único motivo: Estamos todos em constante mutação – não falando de genética – já que você obviamente não é a mesma pessoa de 6 meses atrás e não será como agora daqui a 1 ano.

Acredito firmemente na lei da ação e reação, não importa se é por ação divina ou não, mas tenho fé nisso. O contexto disso aqui não é acusar ninguém, mas é deixar claro que tudo o que fazemos vai ter consequência mais tarde, independente de quem realiza o ato.

Tente o máximo possível saber escolher quem está na sua vida, e não só isso, tenha cuidado, pois assim como existem elementos tóxicos, há também as chamadas pessoas tóxicas.. meu conselho? Mantenha-se longe delas.

 

Limitar-se, pra quê?

Limitar-se, pra quê?

Sentir-se invisível é um estado de espírito.

Não há uma definição sobre o ser humano. Ninguém é só tímido ou só calmo, todo mundo tem um pouco de cada coisa, de cada característica. Até o mais sereno um dia explode e mesmo o mais extrovertido um dia se envergonha.

Eu gosto de dias de sol, gosto de dias de frio e não preciso preferir só um deles. Amo macarrão com molho de tomate, porém não recuso um molho branco á parisiense.

Uma das grandes limitações do ser humano é tentar se definir em uma coisa só, limitar-se em ser um só adjetivo quando ele pode ser vários.

Andar só com um tipo de pessoa e conhecer só um tipo de música, enxergar só um lado da história e abraçar apenas o seu modo de pensar.
Fazemos os mesmos caminhos todos os dias, convivemos com as mesmas pessoas e ouvimos as mesmas reclamações.

Limitar-se é apenas uma desculpa a si mesmo para não arriscar?

Se você vive em um padrão, permanecerás em um padrão.
Se apenas te contentas com pouco, terás só o pouco.

Se culpas os outros por seus erros, irá repeti-los todos os dias.

O ser humano que priva o mundo da sua visão com medo dos julgamentos não vai longe, pois só quem se expõe e tem coragem de enfrentar qualquer mudança de rotina, consegue não se limitar-se a ser limitado.

 
(isso não se aplica a transtornos psicológicos, se trata de uma postura diante da sociedade)

O passarinho

O passarinho

Depois de um dia longo de aula de matemática, eu cheguei em casa exausta e pedindo arrego. O chiado da panela de pressão me assustou quando passei pela a porta, avistando a careta de meu irmão enquanto reclamava das fases do jogo dele. Ele acenou com a cabeça quando me viu e voltou a atenção para as espadinhas que cortavam criaturas ao meio. Quase caindo de sono, eu me joguei na cama dos meus pais assim que a vi e deitei sem preocupação.

Pios irritantemente afinados me acordaram em um horário da tarde. O chiado da panela passara e a música de videogame desaparecera por completo. Esfregando meus olhos e adaptando-os a visão, avistei um passarinho na grade da janela. Ele tinha grandes olhos pretos e penugem esquisita, com cores diferentes e até incomuns.

O passarinho era arredio, porém suas asas estavam quebradas e por pouco ele não se acidentou. Outros da sua mesma espécie – inclusive, parecidos demais com ele – piavam em minha direção e agiam como se me repreendessem. No entanto, o pequeno animalzinho não se mexeu, só ficou bicando suas penas.

Eu comecei a me acostumar a vê-lo todos os dias, o pequeno sempre distante e quieto, esboçando as cores diferentes de todos os irmãos e o canto grosso e melódico que ecoava em meus ouvidos.

Depois de um sábado inteiro sendo mimado com comida, o passarinho finalmente deixou ser acariciado, exibindo satisfação instantânea assim que sentiu os meus dedos passarem por suas longas penas.
No dia seguinte, no sol de domingo da cidade infernal, a pequena criaturinha se afastou quando tentei me aproximar. Sem culpa, sem pestanejar, sem voltar atrás.

Na segunda, animada para mostrar o desenho que fiz dele na aula de artes, corri para o quarto e não o encontrei perto da grade. Apertei meus olhos para olhar lá fora e o vi. Penugem chamativa, olhar distante e pio em forma de nota musical.

Não precisava mais dos meus cuidados.
Ele estava com sua família, com seus irmãos, com quem ele poderia voar para longe bater suas asas, diferente de mim, que não as possuía.
Ele voltou ao lugar que pertencia.

A arte da reciprocidade

A arte da reciprocidade

Em Fevereiro de 2015 na cidade infernalmente tropical, ruas e avenidas lotavam de turistas no aquecimento para o carnaval, inclusive, a minha calçada comprovava isso com latas de cervejas espalhadas por todo os meios fios.  Certa manhã – uma quarta-feira, se não me engano – ouvi o choro de uma menina desesperada e magoada com o namorado. Na janela, que ficava em frente a minha sala, estava a pequena cabocla adolescente, de telefone em mãos e gritaria estridente.

Por dias, a menina – Samantha, consegui descobrir – perdia suas tardes observando o telefone, calada e triste. E claro, eu perdi as minhas sendo telespectadora daquelas cenas interessantes. No entanto, com o fim do carnaval e as aulas voltando, o meu tempo livre diminuiu, mas no fundo eu sabia que Sam continuaria ali na mesma janela, nos mesmos horários e com o mesmo telefone na mão.

Já na Páscoa eu vi um garoto com cabelo muito espetado e carranca – isso na frente da minha porta, como se fosse dono do mundo – e Sam nunca mais apareceu na janela, muito menos na rua. Pensara eu que a garota tinha morrido, mas minha mãe como sempre informada não perdeu tempo para me corrigir.

“Sam foi embora para a Irlanda, ela conseguiu um ótimo emprego lá”

“E o leo?”

“Ele finalmente percebeu o que perdeu”.

 

Peso de papel

Peso de papel

    Se palavras fizessem cicatrizes, eu não teria curativos o suficiente.

É irônico como tenho de evitar ser quem sou completamente, quando deveria estar confortável comigo mesma. Ao seu lado, é como se eu lutasse contra os meus próprios adjetivos, porque isso pode ou não te agradar. Afinal, agradar você é todo o meu objetivo de vida, pois preciso da sua aprovação para me aceitar.

Os olhos vagueiam entre nós, alguns veem o mesmo que meu coração sabe e a resposta que eu tento evitar de procurar, pois ficar ao seu lado talvez seja o meu maior conforto.

O conforto de saber que parte de mim não será perdida se você ficar.

Queridos (a) responsáveis

Queridos (a) responsáveis

Sou uma criatura perdida em um mundo complicado demais.

Tenho medo, medo de verdade.

E se você não estiver orgulhoso (a)?

E se a minha profissão não der dinheiro, já pensou? Vou ter que ser sustentado e admitir que suas palavras estavam certas.

E você já parou pra pensar que eu me sinto sozinha (o)?

E olha, aqueles amigos que eu não falo mais, eles fizeram merda comigo mas não queria contar nada, afinal você diria que o meu único (a) amiga (a) são os meus pais.

E sabe, eu tento tirar nota boa, mas ás vezes não sou o suficiente.

E algumas coisas que você diz me machucam, nunca percebeu?

E você já sabe que um dia vai ter que me deixar ir?

 

 

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