Mês: Abril 2016

Adeus?

Adeus?

Em inglês adeus fica “goodbye“, pode ser dita como uma despedida temporária ou um ponto final. Já no espanhol temos o “hasta luego”, como “até logo” ou o “adiós” sendo o nosso Adeus.
Na vida real ele pode ser expressado de formas diferentes, ás vezes até sem palavras.
Dizemos adeus aos que conhecemos todos os dias.
Dizemos adeus quando nos distanciamos lentamente de alguém. Você nem percebe, mas seus olhares dizem adeus, enquanto seus corações se separam em um salto.

Mas se goodbye significa talvez, “um bom adeus” e não só um adeus, quer dizer que as despedidas não precisam ser só recheadas de tristeza, rancor e silêncio.
Talvez você precise disso, então será um goodbye. Good para o seu coração, good pra sua vida, good pra sua consciência.
Fique com as lembranças para lembrar quem você foi e ter certeza de quem é.
Não transforme esse “bye” em um “badbye”, faça com que seja uma boa despedida pra você, seja em qual língua for.

Iniciativa

Iniciativa

          Você quer um país melhor, o fim da injustiça, a extinção dos corruptos e o basta na poluição?  Comece sendo mais transparente, jogando menos lixo no chão, sendo menos acomodado. Dê o sinal verde, seja o percursor de uma atitude positiva não só para a sua família, mas para o seu meio social.

      Ideias todos nós temos, mas e a iniciativa de começá-las? Do que adianta sonhar tanto, se você não tira os ideais da cabeça e os transforma em verdadeiras ações?

     Se você gosta daquele garoto, se sonha em ficar com aquela menina, porquê não faz nada? O nosso erro é justamente o medo de errar, de se expor ao ridículo, de não ter o apoio social que precisamos. Nós queremos seguir as ideias dos outros, porque se algo acontecer, a culpa é deles.

    As maiores conquistas por direitos iniciaram-se com a ideia de alguém, a coragem, a bravura de um indivíduo em sair da zona comum e transformar um ideal.

  Transforme o seu ideal em ideias e as suas ideais em uma iniciativa, pois o mundo é de quem se mexe para fazer de seu convívio, um lugar melhor.

Métrica & Palavras: Tear In My Heart, Twenty One Pilots

Métrica & Palavras: Tear In My Heart, Twenty One Pilots

              Sentir é respirar.

O que te dá vida é o seu oxigênio e o seu oxigênio é sentir. Portanto, se você não sente não está vivo.

Se seus pés não andaram sobre pregos, se você nunca foi picado por uma abelha, jamais saberá como é arfar de dor e depois sentir-se aliviado com a cura. Você nunca saberá porque se recusa a andar em pregos, se nega a sair ao ar livre.

As lágrimas escorrem e os batimentos aceleram, então sabe que está sentindo. Você dirige o carro mesmo sabendo que não vai a lugar nenhum, mas continua. Ao menos está feliz, pois tu sente, você pode sentir.

Mas por quê se esconder de baixo de seu cobertor? Se é para quebrar um tijolo, destrua a parede logo inteira, assim você perde menos tempo e ganha mais vida.  E se a parede aí está, então qual será seu sentido além de te proteger do mundo inteiro? De te ocultar do que te faz real?

Não compreendo os que se recusam a dar a cara a tapa, porque afinal, todos nós só temos uma vida, possuímos apenas uma chance de derrubar paredes, mas alguns continuam a colocar tijolos e se isolar no escuro.

Os sortudos vão lembrar dos livros manchados e das páginas gastas, eles recordarão-se de fotos amassadas em velhos álbuns de retratos, onde as lembranças vão consumi-los. Os prisoneiros do próprio medo contemplarão com inveja, pois olham a foto como outra qualquer, vivendo memórias que nem ao menos são suas.

É triste ver que alguns nunca tiveram a experiência de se regenerar. Não porque não podem, mas sim porque não se permitem. Eles preferem ser apenas mais uma foto em um álbum, apenas o velho retrato da parede, que só está lá pegando poeira.

Porém, algumas vezes você precisa sangrar pra saber, que tem uma alma e está vivo.

A solidão em metáfora

A solidão em metáfora

Mesmo em meu canto mais escuro sinto-me aliviada. A luz me cega com suas infinitas possibilidades, junto dos caminhos camaleônicos disfarçados de sorrisos que sempre terminam em desastres. Ai de quem diga o contrário! Não vê quem não quer, pois toda história tem um fim, mesmo tornando-se atemporal.

Procuro pérolas em meio a porcos, escavo mentes em busca de estímulos e ironias inteligentes, mas essa tarefa é tão impossível quanto reverter o meu quadro estático de seca. A verdade é que meu romantismo excessivo me impede de enxergar coisas que nem posso, nem quero, mas tinha de ver. Deveria constatar que nenhum desses ou daqueles valem a pena, pois eles só abrem portas com o objetivo de fechá-las.

Construindo minha própria história sem coadjuvantes, triste páginas solitárias onde a protagonista luta por uma causa que não tem propósito. Procurando no sumário desse estranho livro, onde fica a parte em que as coisas funcionam, o sol nasce sem preocupações e o dia vai embora sem lágrimas.

A culpa também é minha por não ter escrito-o direito. Deixei que alguns pegassem a caneta e traçassem o que bem entendiam, permiti que linhas fossem preenchidas com pensamentos que não eram meus. No entanto, não me arrependo de ter sido eu, não me preocupo com o que vai acontecer quando isso acabar, pois estarei aqui, arrancando paginas, apagando parágrafos e tecendo minhas metáforas solitárias, enquanto outros escrevem livros que nem ao menos são seus.

 

Força Nula

Força Nula

Você diz que sabe quem é, mas a sua covardia te corrói por dentro.

 Com passos discretos deixa rastros sobre suas ações, mas elas não são boas. Há pessoas que preferem a evidência. Você gosta do vago, de nunca ter certeza de nada. Fica na sombra não querendo aparecer, sendo guiada entre o medo de errar e o de tentar.

 Medo de encarar o próprio reflexo, pavor, fobia, pânico, horror. Quando ela se aproxima, você treme, pinga de suor e insegurança, porque o cheiro da própria coação assombra todos a sua volta. Pula, corre e espreita, receosa de um olhar indiscreto, raivoso, julgador.

 Quando a onda vem ela corre, escapa e diz que não pode, não consegue. Ela é assim, hidrófoba, com aversão a grande elevação do mar, que pode engoli-la a qualquer instante.

Mantida em cativeiro, o seu entrever é triste, melancólico, indiferente. E por quê? Porque a limitam, a ocultam da luz do sul com medo que ela se queime.

Você garota, você não vive, tu existe.

[entrever] = olhar

[aversão] = contrário

[vago] = simples, incompleto

[hidrófoba] = fobia de água

[coação] = Imposição ou intimidação

Quem é você, menina?

Quem é você, menina?

Você se esconde em seu casulo nas estranhas da consciência, esperando que não te notem. Ajeitando o cabelo e olhando discretamente para os lados, sente seu coração apertar em meio ao vão da própria existência. Os olhos vagueiam pelo os cantos e sombras, esperando o grito, aguardando o salvamento.

Quem é você, menina? Que se nega, se subestima e diz que não consegue?

Você é a de capuz, a silenciosa alma com batidas pesadas, que exalam por todo o cômodo. Ao mesmo tempo que todos te percebem, ninguém também faz, porque garota… bem, você nunca fez questão de nenhum deles. Aliás, acho que tu julga-te superior, mais evoluída, inteligente. Você prefere ter conversas recheadas de palavras do que com a ausência delas, porque não faz sentido não refletir sobre algo, não é?

Menina, você não vê sentido em sentar-se para ter sua liberdade tirada, porque gosta de chutar portas, quebrar janelas e regras. Entretanto, eles dizem que é a inocente, a garota escondida por um par de olhos negros, quase graúnas. Lhe veem como uma grande e rígida personalidade, difícil e intensa.

Garota com o coração de portas fechadas, você não sabe para onde vai e diz que tem certeza, porque quer parecer forte, quando na verdade desaba aos poucos como uma casa antiga.

Carta: Eu não sou o suficiente. (E sim, você é)

Carta: Eu não sou o suficiente. (E sim, você é)

     Querida menina do universo,

Eu não me quero, nem me respeito. Não gosto do que sou, nem de quem tento ser, muito menos do que querem que eu seja. Se isso não é o que desejo, nem o que preciso, então onde estou senão em meu próprio abismo de covardia?

     Quem me disse o que deveria ser ou o que não é o suficiente, todos que fizeram-me pensar no que podia mudar em mim. Nessa batalha para a auto aprovação, peço desculpas. Desculpas a mim, pelo o tanto que já me fiz passar, os momentos em que duvidei de minha capacidade e pela as situações em que tentei me adequar ao que queriam.

    Não sei o que tem de errado com as minhas manias, crendices e comportamento, mas as pessoas parecem nunca querer ficar perto dos meus olhos negros e personalidade difícil. Aliás, já sei o porquê… bom, talvez porque não sou o suficiente para fazê-las ficar.

   Atenciosamente,

      Uma Atelofóbica

        Querida leitora e presentes, hoje estou passando por uma situação com minha amiga Joana, que chorou culposamente por não tirar uma boa nota em história. Bom, fazer o que né? Tive que consola-lá, então perdoe-me o atraso.

 Pra começar, te afirmo que todos nós somos Atelofóbicos, sem qualquer exceção. Quem não tem medo de ser trocado, subestimado ou não ser o que o outro espera? Isso acontece porque há sempre aquela síndrome da grama do vizinho é mais verde, ou seja, aquele cara é muito mais musculoso que eu, aquela menina tem uma voz incrível pra cantar e olha aquele garoto, ele é super bom em matemática! Mas e você, no que é bom (a)? Por que é que você não se enxerga capaz?

   Será que tu ainda não se tocou que ninguém é melhor que você? Ninguém é melhor que você porque nenhuma pessoa do mundo é igual. O fato é que se um limite é estabelecido, limita-se a capacidade. Tudo bem que talvez saiba das suas dificuldades, mas porquê não se desafiar e estipular um 8, quando só se esperava 7?

 Você só não se ama, porque deseja ser como os outros. A sua repulsa ao que é, a resistência ao seu próprio jeito, é o que te faz não se valorizar. Aliás, não precisa procurar se satisfazer nos outros, o que não consegue em si mesma. Talvez tudo esteja uma droga agora, mas as coisas só acontecem porque são necessárias. Então exigir de alguém ou de uma situação, algo do qual nem você pode fazer, é como esperar que alguém pule se não sabe andar.

  Quem se afasta de você vira aprendizado. O fato é que não dá pra ser emocional em tudo o que se faz, porque infelizmente as pessoas são assim e elas sempre procuram algo novo, o prazer momentâneo, o efêmero, o fresco. Não há nada de errado contigo e nem comigo ou com o outro. A propósito, a sua visão é que altera o jeito que vão te enxergar, porque se você se enxerga de maneira ruim, será vista de maneira ruim.

  Por último, te digo que as suas cicatrizes são a marca do seu aprendizado e da força que você obteve, pois só elas vão te mostrar que toda batalha tem um ferimento e todo ferimento tem uma história.

O quebra-cabeça social

O quebra-cabeça social

        Me sinto um fantasma dentre a tantas almas vivas. Ás vezes é difícil de imaginar que um dia, essas pessoas não farão mais parte da minha vida. Elas se tornarão apenas nomes e momentos.

Em meio a tantas bolhas, arranjei a minha própria. E por mais que tentasse entrar em qualquer uma das milhares que haviam a minha volta, sempre acabei ficando de fora, desprotegida e a mercê dos inimigos. Sabe por quê? Porque a luta pra se tornar uma peça do quebra-cabeça é árdua e na maioria das vezes, não vale a pena ser uma das 495 coisas procurando o formato certo.

      Por longos caminhos eu observava tantas faces e tantos sorrisos. Desejava ser um dos braços, pernas ou cotovelos ao abraçar, queria ser necessitada, procurada, requisitada… mas é, de tanto desejar, acabei me tornando apenas mais um dos membros do corpo

Eu não tinha sorriso fácil e papo fluído, era dona de uma grande carranca e irritante timidez, juntamente com a vontade zero de descobrir mais sobre tantas peças de quebra-cabeça, porque talvez eu simplesmente não quisesse me encaixar.

     As tentativas e procuras desgastantes por aprovação acabaram me fazendo perceber que não sou um quebra-cabeça, mas sim que vivo para me adaptar ao que eu quiser me encaixar, mesmo que seja em nada.

Qual é a sua prioridade?

Qual é a sua prioridade?

Prioridade não significa dar privilégio ao que se quer, mas muitas vezes, ao que é necessário.

Um casaco lindo na vitrine. Importado, com cristais, botões de ouro e pele falsa de não-se-o-quê; Você quer muito ele, mas o seu carregador do celular quebrou faz 2 dias. O que será que vale mais a pena?

Deixo essa pergunta para a sua própria reflexão.

 

Eu não consigo viver sem ele (a)

Eu não consigo viver sem ele (a)

Eu costumava pensar em certas pessoas como insubstituíveis. Na minha vida, sempre levei muito a sério os meus relacionamentos, exigia tudo de volta da mesma maneira e quantidade, se não tinha isso, ficava frustrada. No entanto, descobri algo muito importante nesse meio tempo; as pessoas vão embora, saem, se cansam e arranjam outras.

Acredito puramente que não existem pessoas iguais, porém afirmo que nenhuma delas se chama oxigênio e é por isso que posso viver sem elas. Eu falo de uma forma – talvez mais simples – prática, porque literalmente na prática, isso não é fácil. Quer dizer.. se alguém sofre ao se desprender de alguém, não é errado ou idiota, só significa ter sentimentos.

Sempre bato na tecla de desapego e desprendimento, porque acho que ás vezes a única coisa que resolve realmente uma relação, é o famoso gelo. Mas sabe de uma coisa? Em uma amizade ou em um namoro realmente verdadeiro, ninguém deveria estar se policiando ou arquitetando planos pra ver se o outro indivíduo sente falta, percebe a presença, valoriza mais quem a pessoa é. Não se deve implorar por atenção, amor ou carinho, porque a pessoa tem que dar isso á isso você por vontade própria, não por conta de um ato infantil.

Ás vezes, a gente mantém uma relação apenas por medo de estar sozinho ou por aquela apreensão de perder tudo o que se construiu com alguém. Só que as lembranças elas ficam e disso você não pode esquecer, principalmente porque delas ninguém pode viver.

Não se deve fazer de alguém o seu mundo, mas sim fazê-lo parte dele, porque se caso ele (a) for embora, você não perderá o seu mundo inteiro.

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