Mês: Novembro 2016

Pra você ou para os outros?

Pra você ou para os outros?

Eu vejo você.

Você está sentada, olha para o seu celular e vê o instagram. Tem garotas lindas, pessoas ricas, homens musculosos, famosos com os produtos que estão alta. E você quer isso. Você, mais do que ninguém que conheço, quer tudo isso porque acha que precisa pra ser feliz. Você acha que quer, mas te fazem pensar que você precisa pra ser alguém completo. Porque segundo a regra capitalista, ter é ser feliz e ser feliz vem com o ato de consumir. 

Eu vejo você. E acho que é isso o que quer, não é? Você precisa ser vista, amada, invejada. Você precisa ter pra ser. Como eu queria aquele tênis, aquela blusa, aquele perfume, aquele corpo. Mas por quê você não olha pra si mesma? Você tem tudo e não sabe. Porque aparência é tudo,  não é? Mas e o que você enxerga, isso não conta?

Quando você comprar uma blusa, um shampoo, um esmalte, uma maquiagem, um celular, um carro, se pergunte; Isso é pra mim ou é para os outros?

 

Um Adeus em 4 versos

Um Adeus em 4 versos

Estou segurando em uma compensação,
algo que não existe.
Esta sou eu,
Fazendo chamadas para um número que não me atende.
Andando em círculos,
Em vez de seguir em frente.

Eu não quero ter que falar,
Mas você também não procura descobrir.
Porque são as mesmas risadas,
as mesmas piadas e você nunca vai mudar.
E o que sempre fez comigo foi colocar-me em um pedestal
E depois me fazer sangrar.

São todos eles, são todos os mesmos.
E era eu quem estava do lado,
agora não fico nem atrás.
Centenas de palavras cuspidas,
jurava pra mim mesma que ia parar.
E eu que achava que me amava,
mas quem ama não pede pra mudar.

Este é o meu silêncio
e talvez fale muito mais do que qualquer coisa que escrevi.
Porque eu quero quem me queira
E não quem não me impede de ir.

Basta disso

Basta disso

Basta de brigar. De tanta amargura, de tanto rancor e de tanta raiva. Basta também o sentimento de culpa. Culpa por não ter percebido que me faria mal, nem de não ter evitado antes que tudo desmoronasse.

Basta de monólogos comigo mesma, me perguntando o motivo de não ter dado certo. Basta virar a cara quando quem carrega a minha dor passa. Basta ficar mal por quem nunca nem ficou mal por mim. Também basta de sustentar um sentimento através de memórias. Basta de achar que eu não me basto.

Basta disso.

Pra você vestibulando

Pra você vestibulando

Eu não sou um número. Eu não sou uma nota. Eu não sou uma questão certa e muito menos uma errada. Eu não sou o concorrente de ninguém, porque o meu único adversário sou eu mesmo. O meu futuro sou eu quem faço e não importa o que acontecer nesses 2 dias, naqueles 2 dias ou em outros dias, tenho que ter a consciência que posso e sou capaz de qualquer coisa. Posso se eu querer e tentar fazer. Sei que pode ser injusto, desigual, medido em uma meritocracia que não existe, mas é um mal que necessito. É um mal que me julga por coisas que não definem se serei bom profissional, mas é o que eu tenho. E o pior disso tudo é que tem gente que nem pode ter. Gente que nem pensa nessa possibilidade ou a considera, porque disseram que não tinham chance nenhuma. Mas tenho sorte, nós temos sorte; Temos alguém que acredita no nosso potencial, uma pessoa que investe no futuro em que podemos chegar a ter. E mesmo que esse alguém seja eu, pelo menos há alguém.

Quando eu chegar lá não vou pensar no que não sei, no que deveria ter estudado e não consegui, porque estava exausto e esgotado. Não irei me cobrar e me condenar se não acertar uma coisa que eu sabia, porque tenho conhecimento da minha capacidade. Não irei dar ouvidos à pessoas que me dizem e condenam-me por ter ou não ido bem, porque só eu sei do meu esforço, do que posso fazer e das minhas dificuldades. Afinal, a vida não acaba porque nós falhamos, pelo o contrário. Quando falhamos é só a vida dando uma oportunidade de fazer diferente.

Viúva negra

Viúva negra

Manipula, usa e abusa. Usufrui do sangue dos inocentes como se eles não precisassem dele pra viver. Aproveita-se da insegurança para se beneficiar. É uma mosca, mas também uma sanguessuga. Está sempre no lugar aonde a interessa e procura só quando precisa. Em 3 minutos troca de melhor amiga, de roupa, de personalidade. É adaptavelmente assustadora, diria até um pouco sem caráter. Mas a máscara não serve mais, pois todos já sabem o que a mosca da sopa é capaz.

É o ciclo. O ciclo se repete e não para mais. Conquista suas vítimas, os inseguros, os que não se amam e os que ela julga não serem capazes. Ah, e trapaceia. Não só isso, como também rouba. Rouba almas, rouba bolsas, rouba pingentes. Te dá esperança e lhe diz o que quer ouvir. O que ela pede em troca? Sua vida.

Chantagens. Apelando sempre pra emoção, como se pudesse a qualquer hora sair. Afinal, quem precisa dela sou eu e não o contrário. Sim, ela me fez pensar isso. Ela me fez pensar que sempre estaria ali, mas mesmo em meses de cuidado e afago, deixou-me no escuro quando mais precisei.

Hoje vejo este ciclo. De novo, de novo e de novo. Porque no fundo eu sei que ela vai ser sempre a mesma. A sanguessuga, a pessoa tóxica que tira suas energias e te pede em troca a vida.

Bem-vindo ao jogo dela.

 

Goodbye, Agony

Goodbye, Agony

Estou presa a você. Há uma corda imaginária que me puxa, me desmonta e me faz desmoronar todas as vezes em que se moves. Porque onde você vai eu vou. Sigo seus passos, ainda que não siga os meus. Luto contra forças internas. Forças que de tão opostas acabam se anulando. E forças nulas não fazem diferença, assim como minha ausência ou presença. É duro dizer, mas as nossas forças são tão opostas que acabam realmente não tendo relevância. Mas será que um dia tiveram? Será que elas não estiveram sempre em direções contrárias? Deve ser por isso que nunca nos encontramos. E deve ser por isso que eu vivi em agonia.

Somos brinquedos. Eu fui um brinquedo. Você, provavelmente, foi alguma vez. Nós fomos ou ainda continuamos a ser. E também fazemos os outros de brinquedos. Descartamos, usamos e depois de ter nosso entretenimento, jogamos fora. Reciclamos sem piedade, sem dó, sem pensar. Falta colocar-se no lugar do outro, falta muito perceber que pessoas não são bonecos. E que, portanto, não são descartáveis. No entanto, acho que ninguém lhe falou isso, pois passei tempo demais tentando competir com todo mundo por sua atenção. Gastei a minha paciência, a minha boa vontade, o carinho e todas as coisas que sempre fiz por quem amo. Desperdicei com alguém que já sabia que não era certo, mas é que ás vezes o errado parece certo. Eu era a compensação. E compensei só pros outros, mas não pra mim. Porque quando não há reciprocidade, só pode ser algo tóxico. E coisas tóxicas matam.

Eu não vou mais ser a única que sempre está. Não vou mais usar metáforas para coisas que podem ser facilmente explicadas; isso me machucou. Ponto. E se já é difícil tentar superar, imagina quando se percebe que, na verdade, o único que se importa com a sua própria dor é você mesmo? Porque a ironia é quem te faz mal ser a única pessoa que poderia te curar.

Isso não é sobre amor, é a respeito de decepções. Decepções com indivíduos que me magoaram e esperam que eu seja a mesma, que fique disponível e receptiva. E de uma vez por todas, eu digo; talvez não seja a última vez que escreva sobre eles, mas com certeza é a última que deixo essa agonia fazer parte de mim.

Então tchau, agonia.

 

Somos feitos de coisas boas e ruins

Somos feitos de coisas boas e ruins

Ninguém é 100% bom. Até mesmo os que mais pregam o bem tem seus momentos obscuros. Todos nós temos os nossos e isso é normal. Ás vezes é preciso olhar para dentro de você mesmo e reconhecer seus defeitos, suas inseguranças e as suas falhas. Tentar enxergar que as pessoas são feitas de coisas boas e ruins, mas que isso não necessariamente as fazem indivíduos ruins. E definitivamente, não lhe torna um.

Mas o problema é que temos medo de descobrir nossos lados ruins, os que escondemos, ocultamos e disfarçamos de pessoas que nós amamos. Fazemos isso porque talvez elas não saibam lidar com o fato de que em algumas situações, mesmo que de vez em quando, nós ficamos com inveja, sentimos raiva, desejamos mal pra alguém e somos egoístas. É difícil assumir que nós não somos moldados apenas de aspectos positivos.

O importância de reconhecer o nosso lado obscuro é de aceitar essa parte de si mesmo e usar isso como um mecanismo, uma forma de melhorar como pessoa. É lembrar dos seus acertos, mas também valorizar as burradas em que adquiriu um aprendizado.

Aceite-se.

Aceite-se por inteiro.

Seja qual parte sua for.

Quem você se tornou?

Quem você se tornou?

Te vejo como alguém que eu já fui. Uma pessoa que quer muito ser amada pra poder se amar. Que acorda cedo pra ajudar os outros, mas nunca tem ninguém pra te ajudar. Que se importa mais com quem nunca é presente e menos com quem sempre esteve aqui. Alguém que já amei tanto, mas hoje é só mais uma que não consegui me despedir. Não que tenha ido embora, pois você continua no mesmo lugar. Quem partiu foi o que tínhamos; o seu carinho, a sua paciência, o seu afeto. E perder uma pessoa sem ter perdido é como deixar uma porta encostada pra sempre. Ela nunca vai se fechar, mas também não está aberta.

 

Os amigos dos meus amigos

Os amigos dos meus amigos

Demorou um tempo para eu perceber que se você se relaciona com uma pessoa, relaciona-se também com os amigos, a mãe, os irmãos e até os primos do indivíduo. Na verdade nem é preciso estar em um relacionamento para sentir isso, basta só ter um vínculo com alguém.

É aquela mania do ser humano de achar que todo mundo é amigo do amigo dele. 

É a prática desagradável de forçar uma pessoa no nosso meio social, ainda que não haja nenhuma intenção de incluí-la.

Nós sabemos o quanto nossos amigos são importantes.

No entanto, devemos saber também que eles são OS NOSSOS amigos e não os dos outros. Ninguém tem a obrigatoriedade de amar quem você ama.

E em situações que isso não se torna um consenso, acaba resultando em um clima chato. Até porque, pra convidar fulano tem que chamar ciclano.

Só que e se você não gosta de ciclano?

Não vai chamar o fulano também?

Afinal, fulano parece não viver sem ciclano do lado.

A conclusão que se chega é que nenhum dos dois vai.

Eu não me encaixo muito bem nessas regras de relações sociais. Meus amigos são meus amigos, mas os amigos deles não são os meus. Por isso, acho que a partir de hoje devemos deixar claro que convites individuais são pra uma pessoa só, não pra outras duzentas mais.

Cansada de me cansar

Cansada de me cansar

 

Círculos nunca mudam, eles permanecem os mesmos. E a mesmice uma hora enche o saco. Afinal, as mesmas falhas, os mesmos erros, as mesmas desculpas e os mesmos pretextos, bom… isso é um círculo. E esse círculo me cansou.

A partir de agora, eu não quero mais círculos, só linhas infinitas.

 

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