A Pandemia do ódio e medo

A Pandemia do ódio e medo

Eu vejo ódio. Respiro um ar tóxico, ele tem cheiro de medo. Está em todo lugar essa fúria. O pavor, a ira. Alguns têm horror só de pensar em ir para o inferno, mas outros estão com receio de estarem vivendo nele.

Já é inferno para algumas pessoas.

O fato é que todos nós tememos alguma coisa, porém, alguns parecem mesmo é ter pavor do diferente.

Do cara muito tatuado do outro lado da rua, da menina de mão dada com outra na universidade, do homem negro que vira a esquina, da mulher que fala o que pensa e ousa mudar, do homem que expressa seus sentimentos sem medo, da pessoa que desafia a ser confiante mesmo com todos os rostos dizendo o contrário.

Às vezes, me assusta que amigos meus possam ser mortos por conta de quem eles estão amando. Me assusta mais ainda que alguém seja capaz de matá-los…

Às vezes, me assusta que eu não possa dizer alguma coisa porque eu “deveria estar calada”.

Às vezes, me assusta como as pessoas em volta de mim querem ditar meu comportamento baseado em padrões dos quais não dou a mínima.

Me assusta tanto ódio morando em corações alheios, que estão prontos para matar, morrer, ferir e julgar em nome da fé, de uma passagem para o paraíso ou de uma alienação difundida com o medo de pecar.

O medo é sinônimo do ódio, pois o ser humano morre de medo do que ele não pode explicar, portanto, sua única opção é odiar.

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