Banalize à vontade, afinal ele é seu.

Banalize à vontade, afinal ele é seu.

 

Positividade, confetes e cores, milhares delas.  As invejáveis cores vibrantes que brilham por aí e espalham alegria pra todo mundo. Será mesmo? 

Ah e o sorriso? Largo, único e cheio de amor.

O amor… alguns propagam-o discretamente, não se incomodam em não amar o coletivo porque deixam claro que pra eles não é banal. Outros são assim, não amam, mas também não odeiam. Inconstantes, bizarros, independentes ou indiferentes. Amam a si mesmos. Amam ninguém. E os que amam muito. Ah e como amam! Incapazes de soltar uma faísca de ódio, cheio de cores, arco íris e pirulitos, incrivelmente desprovidos de negatividade. Como não amá-los?

Ninguém os conhece, é bem difícil realizar este feito. Rastejando por aí, obtendo pequenas coisas de cada um e guardando para si mesmos esperando a hora de usar. São confiáveis ou fingem ser. Talvez sejam realmente ingênuos, mas tiram do sério com essa mania de achar que todos acreditam no que pregam. Eu poderia, mas não creio nessa banalização exagerada.

Alguns notam, talvez todos tenham percebido, mas não ligam. Eles não ligam porque ninguém pode impedir que essas pessoas existam. Ainda que irritem, por mais que não enganem, o amor é deles e é direito de cada um usá-lo como quiser.

Mesmo que seja o amor. Apesar de o mundo está cheio de ódio e ele nunca ser demais, só aceito o que realmente é dado de forma espontânea e não feito para que eu goste de quem está me oferecendo. Não é algo que eu preciso se não for ofertado de coração. Porque não acredito que amar está em perguntar se está tudo bem e sim fazer de tudo para que fique. Ser gentil não é amar, ser gentil é ser gentil.

Ás vezes, em alguns momentos escuros da vida, eu me perguntava e se eu amasse assim?

Se eu fosse assim?

Bom…então eu não amaria ninguém, porque quem ama todo mundo não ama ninguém.

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