Corações vastos em mundos rasos

Corações vastos em mundos rasos

Eu lhe disse o que não sabia e avisei-te sobre os perigos,

Mas meninas com corações vastos não ouvem,

Elas fazem primeiro e escutam depois,

Choram por chorar e porque querem sentir

Sentem porque são fracas,

São fracas porque são humanas.

 

Guarda-te, pra quê?

De vasto a reduzido, o que ainda há para se perder?

Cheia como os seus próprios pensamentos,

Procurou profundidade onde só havia o raso,

Ela esqueceu-se que nem todos podiam transbordar-se.

 

E mesmo da sua própria janela,

As coisas parecem feitas de plástico.

Onde tanta estima transforma os culpados,

Com a mesma prepotência que julgavam os outros a ter,

Colocam-se como vítimas do que eles propõem-se a fazer.

 

Ingênua,

De reduzida para quase nada,

Ainda sobra a consciência seguindo seu próprio trilho.

Que fique para a própria mente criar,

Desfazer juramentos que pra sempre iriam durar,

E ainda que olhe de lado,

Digo-lhe que os burros procuram outros para culpar.

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