Criando amores

Criando amores

 Um texto de amor é uma linha não preenchida.

É desse modo que me sinto quando ouço, vejo ou leio algo sobre o amor.

Sinto-me como uma folha em branco.

É estranho, sabe? Eu sempre fui do tipo que me entrego em tudo. Surgia uma amizade e eu pensava que deveria dar o melhor de mim. Achava que gostava de um cara e o meu peito explodia em emoção por finalmente me sentir viva, mas era só a ânsia de amar, como todo mundo já amou um dia.

Todo mundo, menos eu.

Foi a partir dessa vontade e desejo de ter a experiência de amar profundamente alguém, que passei a me apegar a quase todo cara que criasse um pouco de vínculo comigo. Com isso, fantasiava histórias – sofridas e dramáticas, como sempre fui – de pessoas que eu queria que me amassem. Pessoas que eu queria amar.

Nunca deu certo, é claro. Não só por conta da frustração de perceber que eles não eram o que eu idealizei, mas também por ter dado tudo de mim e receber nada em troca. Penso eu que no fundo, o meu único objetivo era ser amada.

Queria muito sentir toda essa coisa que os livros, os filmes e as postagens de corações partidos que as pessoas compartilham dizem.

Me disseram que o amor é para quem está pronto para se permitir e se deixar ser amado.

E se talvez eu é que não queira que me amem? 

 

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