Entrelinhas

Entrelinhas

 

Quero escrever e desmanchar-me em palavras.

Quero que meus pensamentos virem apenas sopros de versos ruins.

Que o papel se rasgue e eu finalmente suspire sem medo, sem angústia.

Quero que eu pare de me sentir amarga, tão incompleta assim.

 

Está escrito em minha pele

E acho que todos podem ver.

Mas não posso, não posso expor todas os fragmentos de mim

As pessoas nunca entenderão o que é essas peças que não se encaixam,

Elas olham torto e fingem que não sabem o que se passa.

Benção dos desavisados, essa ignorância

Os que se mascaram de inocentes para não se machucar

E disfarçam o medo de conflito com o sorriso que nunca desmanchará.

 

Antes eu sabia, eu sabia como.

Fazia parte de um mundo limitado onde prendiam-me em jaulas.

Mentes enjauladas

Pensamentos de um líder ultrapassado pela a velocidade do mundo.

Acha-te tão genial que limita-te com o próprio ideal cego,

Seguem como o novo salvador, bando de vazios insípidos

Mal sabem que são a artimanha para o seu ego.

 

 

 

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