Escolher a si mesmo é difícil

Escolher a si mesmo é difícil

Estou sozinha. Emocionalmente, fisicamente, espiritualmente sozinha. Talvez, eu tenha escolhido a solidão. Talvez, eu tenha me acostumado com ela. Possivelmente ela seja melhor do que toda essa mentira, a falsidade ao meu redor, os abraços simulados e jogos de interesses. Kant tinha razão quando disse que a sociedade obriga o homem a mudar para inserir-se no meio, porque nenhuma das pessoas são o que mostram, o que falam, o que fingem ser. Minha mãe me disse que eu ia sofrer, mas acho que prefiro a dor do isolamento do que a “alegria” de me encaixar em um quebra-cabeça que não faço parte. Ouço muitas coisas de muita gente que nem me conhece, que não sabe quem sou eu quando amo alguém, que não fazem ideia do que vivi ou do quanto fui forte,  ainda que não fizesse ideia do quanto podia ser. Eles falam, falam, falam, mas quem são? Será mesmo que vale a pena toda essa encenação só para ser aceito?

Escolher você mesmo é escolher ser sozinho. É ter a consciência de que muitas pessoas serão deixadas para trás nesse processo, porém, se ficaram no passado, significa que não mereciam estar em seu futuro.

Experimentar o gosto da liberdade ao preferir você e sua essência é a melhor sensação, mas ao mesmo tempo, é estar exposto a ser julgado por não fazer o que todo mundo faz.

Não é antipatia, é aversão a superficialidade, ao vazio.

Não é timidez, é seletividade, saber escolher aqueles que atraem coisas boas.

Estou cansada de viver em um mundo pequeno, com gente limitada, de mente fechada. Quero ser livre e não posso esperar para um dia ouvir “eu também”.

 

 

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