Fim da Escola. E as memórias?

Fim da Escola. E as memórias?

Eu nunca gostei da escola. Pra mim,  nunca foi nada mais que um ambiente onde não sentia-me segura comigo mesma. Apesar dos acontecimentos e de ter passado todo o Fundamental desejando que tudo acabasse, a minha mente cultivou um desejo interno de Ensino Médio perfeito. No fundo, eu tinha fé que aqueles tão sonhados últimos 3 anos seriam espetaculares. Acreditava que o tempo me faria ser mais alta, menos desajeitada e mais comunicativa. Não aconteceu. De fato, eu mudei. Cresci… emocionalmente falando. Tornei-me mais preocupada com o meu futuro e entendi, quebrando muito a cara, que nem todos são meus amigos.

As fantasias rondavam a minha cabeça. Carros, formatura com vestido, namoros de Ensino Médio, debates fervorosos e grupos de amigos super unidos. A verdade é que minha visão de vida escolar foi construída por filmes americanos, livros estrangeiros e esteriótipos criados pelo o High School Musical. E sim, eu ainda queria me juntar aos meus amigos e sair cantando sobre como matemática é uma praga na minha vida. No entanto, o problema em criar expectativas surreais é decepcionar-se com o resultado.

Eu gostaria de sentar no sofá com os meus futuros filhos, sobrinhos, netos e dizer o quanto meu ensino médio foi inesquecível. Contar à eles sobre os meus namoros, passeios com a turma, grupos de amigos que se encontravam todo o fim de semana no shopping e as pessoas que ainda permaneciam comigo mesmo depois de tanto tempo. Mas e se a amarga revelação for que eu não vivi nada disso? E se eu, logo eu, que repetia para mim mesma; “faça memórias”, não consegui marcar nada tão importante que eu vá me lembrar daqui a 30 anos?

Tenho consciência de que quem sabe daqui a 10 anos eu sinta saudade disso. Só que quando você tem tantas experiências ruins em um lugar, é muito difícil torná-lo agradável. Talvez eu não seja como tantas pessoas aí que tem amizade com a turma inteira ou possua amigos que sabe que são pra sempre. Pra mim não é emocionante, é só bom. É bom encerrar um capítulo da minha vida que me fez tão mal e transformou-me em alguém emocionalmente instável.

 

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