Isonomia

Isonomia

Microfone fechado.
Microfone aberto.
Está na sombra de quem um dia, fez de tua sombra.
E por anos falou, falou, sem parar para escutar.
Confundindo privilégio com lei natural.

O que incomoda é que estamos na mesma altura
ou que agora você não é o mais alto?
Sobe no caixote e diga o que lhe está entalada,
E joga na cara do mal feitor
A quem por séculos lhe calou.

Deixe subir no palanque, o dito cujo quer falar.
Não se conforma em não protagonizar
E quer tirar o protagonismo
de quem a voz silenciou.
Diga pra continuar a mexer.
Mexe a panela, mexe a sopa dos bons costumes, diz
Temendo que a muda finalmente resolva falar,
Acusa essa revolução como um meio de destruir a hierarquia
Que às suas necessidades, sempre priorizou.

Não é soberania, é equivalência.
É sobre deixar de ser só vista e apreciada
E passar a se apreciar e se ver.
É entender que mais ninguém pode falar por você.

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