Lápis sobre a mesa

Lápis sobre a mesa

Sinto-me enferrujada, como se não conseguisse escrever mais nada que fizesse sentido. Sei que há coisas para dizer, mas não faço ideia de como falá-las. Eu digito o que vêm de meu coração, mas não me parece o suficiente, então apago e me arrependo. São ciclos e ciclos de frustração até chegar em algo que valha a pena ser mostrado para o mundo – ou simplesmente para 100 pessoas que o habita. A questão, é que às vezes fracassarei como escritora, assim como fiz esses dias.

Escrever, para mim, é como cozinhar para alguns e dançar para outros. Quando escrevo, me conheço. Quando escrevo, descubro coisas que não sabia que sentia até tornar em um texto. É como se eu me conectasse diretamente com a minha alma – e é a única forma de eu ter certeza que ela existe.

Hoje, eu coloquei meu lápis sobre a mesa, fechei o bloco de notas do celular e não abri o word. Tenho consciência, possuo muitas coisas para colocar para fora, mas nem sempre elas valem a pena serem ditas ou, sei lá, não é todo dia que sou capaz de fazer uma poesia que expresse exatamente o que quero falar. Não basta ser linda e metafórica, precisa dizer algo – em grande parte do tempo.

 

Eu sempre disse que não queria ser boa e que meu único objetivo é escrever e é verdade. Continuo digitando, mas sei que não é uma das melhores coisas que já fiz – longe disso, inclusive. No entanto, contanto que eu possa escrever, não ligo de estar tão ruim, o que importa mesmo é escrever.

Mas hoje, eu coloquei meu lápis sobre a mesa.

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