Lar não tão doce.

Lar não tão doce.

De repente o silêncio é quebrado por barulho de portas.

Eu fecho os olhos, mesmo sabendo que não consigo pará-los.

Dizem-me que eu não sou mais a mesma, que nem ao menos apareço,

Mas eles jogam-me suas cargas e palavras duras

Esperando sentirem-se melhores as custas do que me tortura.

Nós não somos como os outros, longe disso.

Eles me descrevem lembranças e os invejo em silêncio,

Contando sobre como um dia a vida e seus golpes não havia nos atingido.

Enquanto todos anseiam para voltar e desaparecem em seus mundos,

Imploro para que alguém me deixe entrar em alguns deles

E esquecer o meu por 1 minuto.

Você sentiu-se sozinho um dia,

Fadado a carregar um peso de uma responsabilidade que não era sua.

Mas adivinhe só?

Está se repetindo e todos dizem que somos iguais,

Desequilibrados, fechados e sonhadores.

Te julgaram, me julgam e você me faz reviver suas dores.

Eu sei o quanto você queria ser livre,

Mas acabou sendo definida pelo o que sobrou.

Pressionada, com o peso do mundo nas costas

Ainda que não seja sua culpa e nem dever,

Eles jogaram em suas mãos a responsabilidade de fazê-los viver.

Um dia, quando a porta for fechada e a liberdade conquistada.

Talvez um dia desses, eu possa sorrir quando perguntarem.

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