Murinho do egoísmo

Murinho do egoísmo

Construímos muros ao redor de outras pessoas e fazemos delas o nosso centro. O problema de erguer algo em volta de alguém é não ter a chave para entrar, enquanto de forma espontânea, damos a nossa chave para que as pessoas utilizem quando quiserem ou precisarem. É a mania de sempre ser quem ajuda mas nunca ter quem nos ajude. É exatamente por isso que devemos alocar os tijolos e construir o nosso muro do egoísmo, colocando-nos como prioridade de determinadas situações.

Ajudar alguém não é prejudicar a si mesmo para que isso aconteça, o nome disso é auto-sabotagem. Dizer não é necessário e se o indivíduo em questão não entender, coloque como bem-vindo a cair fora. Tente não realizar ações para se julgar caridoso, bondoso, prestativo, mas em função de algo maior, uma coisa que vai muito além do seu próprio ego e satisfação.

Muitas vezes achamos que precisamos mudar os outros apenas porque o jeito deles, o modo como vivem ou pensam não se encaixa no que achamos que é certo. O que tem de “errado” com o outro é responsabilidade dele e não cabe você dizer o que se deve modificar ou não. Ás vezes esse tipo de ajuda só acaba atrapalhando. Certifique-se se o motivo de querer fazer isso é o outro ou você mesmo.

Ajudar também requer a vontade do outro em querer ser ajudado. Insistir em alguém que parece desvalorizar as suas tentativas de ajuda na verdade só gasta o seu tempo. 

A presunção de achar que você tem de ser responsável por ser “a mãe de todos” só deve ser redirecionada a si mesmo (a). É preciso parar de tentar ajudar os outros apenas para suprir uma carência ou um dever que você acha que tem com todo mundo.

Se for para ajudar, que seja pelo os motivos certos.

Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Tumblr
Comments are closed.