O nada e uns momentos solitários

O nada e uns momentos solitários

Mesmo que eu tente explicar, eu não vou conseguir te dizer o que é. Talvez um dia você saiba, mas eu espero que você fique sem entender.

É um quarto escuro e o medo dos fantasmas, um frio no meio da noite quando você procura o lençol e não acha, é a risada falsa que você dá da piada de mal gosto que na verdade não teve graça.

É o estar completamente sozinho, ainda que não esteja.

Não é poético, mas alguns fazem com que seja. Acho que é menos doloroso pensar que a morte é “um embarque para as estrelas” ao invés de só um nada ou uma pele gelada em uma coisa de madeira. Nos apegamos ao divino e ao mágico porque a vida é difícil demais e tem gente que não vai aguentar se perceber que está por si mesma no controle da própria direção.

No entanto, é nos meus momentos de nada que eu consigo tirar tudo de mim e transformar o que eu sinto em arte.

Eu não sei se um dia eu vou parar de me sentir assim, mas enquanto isso, vou achando um jeito de tudo se tornar menos complicado.

Transformando os meus nadas em alguma coisa.

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