Quem é você, menina?

Quem é você, menina?

Você se esconde em seu casulo nas estranhas da consciência, esperando que não te notem. Ajeitando o cabelo e olhando discretamente para os lados, sente seu coração apertar em meio ao vão da própria existência. Os olhos vagueiam pelo os cantos e sombras, esperando o grito, aguardando o salvamento.

Quem é você, menina? Que se nega, se subestima e diz que não consegue?

Você é a de capuz, a silenciosa alma com batidas pesadas, que exalam por todo o cômodo. Ao mesmo tempo que todos te percebem, ninguém também faz, porque garota… bem, você nunca fez questão de nenhum deles. Aliás, acho que tu julga-te superior, mais evoluída, inteligente. Você prefere ter conversas recheadas de palavras do que com a ausência delas, porque não faz sentido não refletir sobre algo, não é?

Menina, você não vê sentido em sentar-se para ter sua liberdade tirada, porque gosta de chutar portas, quebrar janelas e regras. Entretanto, eles dizem que é a inocente, a garota escondida por um par de olhos negros, quase graúnas. Lhe veem como uma grande e rígida personalidade, difícil e intensa.

Garota com o coração de portas fechadas, você não sabe para onde vai e diz que tem certeza, porque quer parecer forte, quando na verdade desaba aos poucos como uma casa antiga.

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