Sanguessuga

Sanguessuga

Você acha que não, mas eu vejo.
Por trás de eu não consigo
E de tentas barreiras,
Tem alguém que só não quer ter que suar.
Vive na sombra sobre o guarda-sol
E assim vai levando e conquistando
A glória de que pra ter, só precisa chorar.

E de quantas você se safou?
E quantas vezes a pena, que é de graça,
Te ajudou?
E da raiva que eu tive e da mesma valorização que você teve
Do mesmo mérito de quem se esforça?
Lobo em pele de cordeiro.
Quem não te vê
é quem não quer.

Os deuses que eu não creio que me perdoem,
mas misericórdia é só de quem merece.
Afaga o braço quando precisa
e depois enaltece os que só notam sua ausência.
Ah sanguessuga, estou no seu habitat?
Me perdoe pela indiscrição,
Mas esta flor que você oferece pra mim, não é flor,
É minha futura decepção, a minha futura dor.

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