Ser mãe, casar e relacionamentos

Ser mãe, casar e relacionamentos

Não me enxergo no futuro, com a barriga queimando por conta do ar quente do fogão, as unhas descascadas em consequência das horas diárias lavando pratos e os meus sonhos abdicados para viver por outro alguém.

Soa egoísta?

Bem, depende da ótica que você possui.

Vai ver eu não tenha capacidade de amar a ponto de sacrificar minha existência por outro indivíduo ou abrir mão do que eu quero realizar para que outras pessoas fiquem felizes.

Parece frívolo, quase até insensível, só que e se o meu sonho maior não for casar e ter filhos?

É idiota perguntar isso no mundo de hoje, tendo em vista que temos muito mais espaço e liberdade para conquistar nosso lugar, especialmente as mulheres e as demais minorias. No entanto, ainda sim, existem pessoas que esperam o “de sempre” de nós.

Mas e se eu não quiser?

Talvez eu tenha outros objetivos que não incluam gerar pessoas.

Talvez eu tenha metas que vão muito além de passar a manhã inteira cozinhando para o meu marido, como minha mãe faz com meu pai.

Não que eu ache isso ruim, mas é que vi coisas negativas demais para conseguir tratar isso tudo de forma positiva. Só porque está estruturado e enraizado, não significa que seja certo.

O comum me assusta. O monótono, o padrão, o escritório, a vida adulta sem graça e relacionamentos baseados na conveniência. Não é isso o que me vejo fazendo e eu tenho medo, diria até pavor, de ser como os casais que me cercam. Aqueles que estão juntos porque se acostumaram e não por conta da vontade de ficarem um na presença do outro.

A visão que tenho do amor pode ruir quando eu finalmente me der conta que o homem que eu sonho não existe. E às vezes eu me vejo muito mais feliz sozinha do que com um cara do meu lado. Alguém que talvez queira me controlar, tirar minha liberdade ou qualquer coisa que GERALMENTE acontece. Não é que todos os relacionamentos sejam assim, mas é que o que eu vejo de exemplos de homens que querem exercer um poder que eles ACHAM que tem sobre as mulheres, acaba me fazendo repensar que

não quero ser controlada, não tenho a mínima vontade de aturar “proibições” do que posso ou não fazer, preciso ou não vestir. A impressão que dá é que a maioria dos caras só querem ter uma relação se puderem controlar suas companheiras, como se elas fossem propriedade.

Só que os tempos mudaram e eu constatei que a minha liberdade ou solidão “amorosa” – chame como quiser – é muito melhor do que ter que me submeter a esses tipos de relações, que me parecem a maioria e para ser sincera, não são nada saudáveis.

Amor tem que te deixar livre

e qualquer coisa que for diferente disso e queira lhe prender

não é amor.

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