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Ter um sonho não é fácil

Ter um sonho não é fácil

Estamos o tempo inteiro procurando os nossos “dons”, buscando coisas para nos sentirmos úteis. Essas coisas têm como objetivo dar algum valor para a nossa existência neste planeta. O nome disso é propósito. O achado dele pode ser esclarecedor, mas a sua ausência possui o poder avassalador de provocar vazios. É assim que pessoas se matam – quando elas pensam que suas vidas não possuem utilidade e que em nada acrescenta o fato de estarem vivas.

No caminho oposto, o ato de descobrir seu propósito de viver parece incrível,  mas o não poder realizá-lo leva o ser humano a amargura. Os sentimentos podem causar dor física e a frustração é uma das piores dores que temos a infelicidade de sentir. A sensação de insuficiência, de falha, de fracasso. É como correr em ciclos. Machuca nos ossos.
Isso acontece mais frequentemente que imaginamos, especialmente com os nossos pais. Às vezes, a necessidade de sobrevivência fala mais alto que a auto realização, então acabamos por deixar os nossos sonhos de lado para nos mantermos vivos.

Ocasionalmente ou quase sempre, o mundo real é cruel e as frases coloridas e feitas, como “siga seu sonho” ou “nunca desista”, acabam parecendo impraticáveis diante a tantas dificuldades. As chances são de 1 em 1 milhão e quem chega têm sorte. Isso significa que há quem não chega nunca e essa é a pior parte e o maior medo da maioria das pessoas
não ser uma entre esses milhões.

É por isso – acredito eu – que quase 90% desiste dos sonhos,
porque é muito menos doloroso não tentar do que se arriscar e perceber que não há nenhuma possibilidade de dar certo.

A pior parte de ter um sonho é não conseguir se sentir realizado ou feliz fazendo mais nada, pois todo o seu corpo sabe que a única coisa que te faz sentir útil, como se houvesse alguma importância, é esse sonho impossível e distante.

Não vai acontecer hoje, mas tudo bem

Não vai acontecer hoje, mas tudo bem

O fim de ano faz todo mundo ficar inspirado. É o início de tudo. Não só dentro de um calendário, mas tal como de uma perspectiva. Cada início de um ano também é início de projetos, ideias e mudanças. E claro, fechamento de ciclos. Tudo é sobre recomeçar. O que nos fez mal, simbolicamente fica para trás. É simples assim. Ou não.
Planejar é fácil. Imaginar, idealizar, construir em sua cabeça cada detalhe do que pode ocorrer e o desenrolar de todas as coisas. Super legal, bacana e empolgante, mas e quando se trata de fazer? É aí que a maioria das grandes ideias desaparecem e viram pó.
Quando as dificuldades surgem, grande parte das pessoas desistem. Não é tão divertido começar do zero e é verdade que ver tudo indo mal dói, ainda mais se é sobre algo que realmente gostamos e queremos.
Drake disse em uma das suas músicas “Nós começamos de baixo agora estamos aqui”. Eu imagino o que é o “de baixo” dele. Quantas “nãos” ele teve que ouvir? Quantas vezes alguém disse que era impossível? Quantas portas foram fechadas em sua cara?
Todas as vezes que vejo alguém batalhando para estar onde chegou, me pergunto o quanto nós somos covardes – os seres humanos em geral, quero dizer. Evitamos o tempo todo nos machucar, nos ferir e isso é ridículo, tendo em vista que se estamos vivos, deveríamos nos orgulhar em ter as marcas que carregamos. Não estou dizendo que precisamos ter traumas para alcançar coisas e que isso é justo, mas sim que a vida tem obstáculos e não há nada que possamos fazer.
As pessoas me perguntam muito como foi sofrer bullying, se eu acho que eu mereci, se foi ruim…
bom, sim, foi péssimo.
se me fez uma pessoa melhor? claro.
mas se eu merecia? não.
mas às vezes temos que passamos por situações que não entendemos no momento e talvez nunca iremos
e acontece.
O que eu quero dizer é que não, talvez você não fique rico agora ou emagreça 50 kgs de uma vez, mas alguma hora vai finalmente acontecer. E no final, se orgulhará de tudo, pois mesmo que não aconteça agora, imediatamente, a caminhada vai valer a pena quando chegar lá em cima.

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