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Tanta coisa para dizer, mas nada sei falar

Tanta coisa para dizer, mas nada sei falar

Eu mentiria se dissesse que não me sinto culpada em ficar sem escrever no blog. Estou numa fuga contra a improdutividade, ao mesmo tempo que fujo da frustração de não conseguir parar de ser improdutiva. Não encarar o fato de que eu estou passando por uma fase ruim na escrita, é o modo de fingir que não estou desistindo.

Tenho essa tendência de largar as coisas quando tudo fica difícil – assim como quase todo ser humano já fez na vida. Acho que é medo. Medo de me machucar ou simplesmente da decepção sobre mim mesma por não ser boa como eu desejo.

Eu tinha coisas para dizer para muita gente. Pessoas que mesmo não merecendo explicações, ainda sim deveriam ouvir a respeito dos impactos das suas ações. Mas há coisas que não devem ser ditas, já que na maiorias das vezes, os que mais necessitam de umas verdades, são os menos dignos de vulnerabilidade alheia.

Penso que sempre escolhemos duas opções

ou a fuga ou a verdade que destrói.

Ainda que escolha um dos dois, o resultado sempre será dará em algum ferimento, afinal, não se pode fugir para sempre.

“No meu tempo…”

“No meu tempo…”

 Todos querem se sentir confortáveis com a maneira que vivem, mas a maioria não consegue. A forma que algumas pessoas acham de se sentirem à vontade, é apontando o que mudou e fazer de tudo para que pelo menos em seu pequeno mundo, nada seja alterado. É uma questão interessante, porque elas ficam assustadas com as mudanças, irritadas com o fato de que a sociedade em que fora criada agora se modificou e não há como se encaixar nela, a não ser que se insira nas novas ideias. No entanto, aceitar não é isso o que esse pessoal do “no meu tempo…” quer, eles, na verdade, desejam que tudo volte para o seu “lugar” original, aquele antes de tudo mudar e os deixar deslocados e desconfortáveis.

O poder é algo que o ser humano ama ter, mas odeia perder. Quando as pessoas percebem que estão enfraquecendo em seus tronos, elas diretamente atacam a fonte dessa causa de fraqueza e, geralmente, os motivos são indivíduos insatisfeitos. Por isso, quando a fonte inesgotável de autoridade começa a ruir, quem sofre são os que não estão no topo – apesar disso, pode ter certeza que eles incomodam de serem questionados.

Porém, em contrapartida, os lá de cima fazem tudo o que está ao alcance para que nada mude para eles, afinal, ninguém abre mão do privilégio – nem mesmo se estiver prejudicando vidas alheias – o mais importante é que tudo esteja bom para si, não têm relevância a quem está se ferindo.

Existem mudanças boas e ruins. Em muitas delas, alguém sai perdendo – e  tenho certeza que esse indivíduo que perdeu não gostou de perder. Por esse motivo, muitos não aceitam as transformações ao longo do tempo, pois muita gente é beneficiada com a desigualdade dos outros. Aliás, o “não possuir mais” é não ter mais como usufruir de algo que lhe privilegiava.

“No meu tempo…”, disse, com a fúria em seus olhos, irritado porque não está mais usufruindo dos benefícios às custas do desfavorecimento de alguém

ou porque quer que o mundo seja confortável da maneira que pensa ser certa para que viva ou, por fim, porque não têm coragem de ser feliz da maneira que outros estão sendo.

E, acredite em mim, o ser humano fica muito incomodando se alguém possui a bravura de desafiar a ser feliz.

No seu tempo era bom, mas era bom porque beneficiava você e é por esse motivo que não se incomodava, já que nunca te afetou. Ademais, quando o calo apertou, emfim se deu conta que perdeu seu privilégio e alguém finalmente ganhou um direito.

Lápis sobre a mesa

Lápis sobre a mesa

Sinto-me enferrujada, como se não conseguisse escrever mais nada que fizesse sentido. Sei que há coisas para dizer, mas não faço ideia de como falá-las. Eu digito o que vêm de meu coração, mas não me parece o suficiente, então apago e me arrependo. São ciclos e ciclos de frustração até chegar em algo que valha a pena ser mostrado para o mundo – ou simplesmente para 100 pessoas que o habita. A questão, é que às vezes fracassarei como escritora, assim como fiz esses dias.

Escrever, para mim, é como cozinhar para alguns e dançar para outros. Quando escrevo, me conheço. Quando escrevo, descubro coisas que não sabia que sentia até tornar em um texto. É como se eu me conectasse diretamente com a minha alma – e é a única forma de eu ter certeza que ela existe.

Hoje, eu coloquei meu lápis sobre a mesa, fechei o bloco de notas do celular e não abri o word. Tenho consciência, possuo muitas coisas para colocar para fora, mas nem sempre elas valem a pena serem ditas ou, sei lá, não é todo dia que sou capaz de fazer uma poesia que expresse exatamente o que quero falar. Não basta ser linda e metafórica, precisa dizer algo – em grande parte do tempo.

 

Eu sempre disse que não queria ser boa e que meu único objetivo é escrever e é verdade. Continuo digitando, mas sei que não é uma das melhores coisas que já fiz – longe disso, inclusive. No entanto, contanto que eu possa escrever, não ligo de estar tão ruim, o que importa mesmo é escrever.

Mas hoje, eu coloquei meu lápis sobre a mesa.

Expectativas irreais e idealismo

Expectativas irreais e idealismo

 Quando eu escrevo, tudo na minha mente fica em paz. Eu, que sempre procurei me encaixar em algum grupo, sinto que pertenço a algo maior quando estou escrevendo, como se tudo na minha vida fizesse sentido. Eu amo essa sensação e todo o conforto que me traz, no entanto, quando ela não funciona, as coisas em mim param de fazer nexo. Escrever não é a única coisa que eu sou boa, mas definitivamente é a única que me faz sentir que tenho um propósito. Porém, quando um texto não é bom ou algo que criei não me agrada, fico frustrada.

Afinal, se nem no que sou boa eu consigo ir bem, o que será de mim?

Eu me fiz esse questionamento 1 milhão de vezes, faço ele todos os dias, inclusive. Há vários textos e poesias aqui que se pudesse, deletava para sempre – aliás, eu já fiz isso com alguns. A questão é que ir bem não significa acertar todas as vezes. Muito do que postei não era bom e eu sei disso. Em algumas situações, senti inveja daquelas páginas gigantes e famosas que postam frases feitas e ganham centenas, até milhares de compartilhamentos.

Eu perguntava “por que não eu?” Eu deixava a insegurança me atingir e pensava que eu era a ignorada do mundo, a única que passava por isso. A minha ingenuidade me despertou para o meu egocentrismo exagerado e a minha falta de noção perante o mundo real.

Confesso que achei realmente que seria fácil ter um blog de sucesso, especialmente com os seguidores que conquistei no meu antigo, mas eu me enganei. Tudo o que vale a pena requer esforço, ninguém surge do nada e eu não serei a exceção. Contudo, não vou mentir, fiquei triste e pensei em parar, deletar tudo e dar ouvidos às pessoas que me disseram que não daria certo, mas se escrever é tudo o que amo, não posso desistir.

Uma forte descoberta a respeito de mim mesma – que me surpreendeu, tenho que dizer – é que eu tenho medo do caminho mais longo, não quero fazer nada do que eu não goste, só gosto das partes boas. Talvez isso deva soar um pouco mimado, não é? Talvez sim. Mas sabe, eu gosto de falar sobre os meus defeitos, assim, as pessoas não ficam com a ilusão de que não possuo consciência da existência deles.

Eu idealizo tudo, de fato. Algumas pessoas me chamam de otimista ou idealista, eu acho que só fico pulando de plano em plano para não ter que assumir que fracassei ou só para deixar pela a metade e dizer que já esperava que desse errado. Aquela letra da música da Vanessa da Mata nunca fez tanto sentido para mim,

eu realmente tenho expectativas irreais.

Nem sempre o que eu escrevo vai ser bom, a maioria provavelmente será mediana para mais ou menos, mas se nem que por 1 minuto eu tenha te tocado com algo que criei, já valeu a pena.

Ter um sonho não é fácil

Ter um sonho não é fácil

Estamos o tempo inteiro procurando os nossos “dons”, buscando coisas para nos sentirmos úteis. Essas coisas têm como objetivo dar algum valor para a nossa existência neste planeta. O nome disso é propósito. O achado dele pode ser esclarecedor, mas a sua ausência possui o poder avassalador de provocar vazios. É assim que pessoas se matam – quando elas pensam que suas vidas não possuem utilidade e que em nada acrescenta o fato de estarem vivas.

No caminho oposto, o ato de descobrir seu propósito de viver parece incrível,  mas o não poder realizá-lo leva o ser humano a amargura. Os sentimentos podem causar dor física e a frustração é uma das piores dores que temos a infelicidade de sentir. A sensação de insuficiência, de falha, de fracasso. É como correr em ciclos. Machuca nos ossos.
Isso acontece mais frequentemente que imaginamos, especialmente com os nossos pais. Às vezes, a necessidade de sobrevivência fala mais alto que a auto realização, então acabamos por deixar os nossos sonhos de lado para nos mantermos vivos.

Ocasionalmente ou quase sempre, o mundo real é cruel e as frases coloridas e feitas, como “siga seu sonho” ou “nunca desista”, acabam parecendo impraticáveis diante a tantas dificuldades. As chances são de 1 em 1 milhão e quem chega têm sorte. Isso significa que há quem não chega nunca e essa é a pior parte e o maior medo da maioria das pessoas
não ser uma entre esses milhões.

É por isso – acredito eu – que quase 90% desiste dos sonhos,
porque é muito menos doloroso não tentar do que se arriscar e perceber que não há nenhuma possibilidade de dar certo.

A pior parte de ter um sonho é não conseguir se sentir realizado ou feliz fazendo mais nada, pois todo o seu corpo sabe que a única coisa que te faz sentir útil, como se houvesse alguma importância, é esse sonho impossível e distante.

Empatia

Empatia

Perspectiva.
Modo de olhar.
Visão.
Ângulo.

Todas essas palavras têm seus significados atrelados de acordo com a posição de quem as define. Posição no sentido da forma que alguém vê uma situação. Na maioria das vezes, a maneira que olhamos para os acontecimentos da vida de outras pessoas, é cruel, ditando o que faríamos ou não,  julgando suas decisões e condenando-as por não terem agido da mesma forma que nós supostamente faríamos.  Temos a mania de aplicar a nossa realidade aos outros e nos irritamos se as pessoas não agem conforme queremos. Somos egoístas e pensamos sempre no que é melhor para nós mesmos, com a função contínua de nos fazer sentir confortáveis, ainda que isso sacrifique a felicidade de alguém.
Tentar se colocar no lugar de um individuo que está sentindo coisas que você nunca sentiu, é como ouvir uma pessoa falar um idioma que não conhece, pode até ser que escute, mas não vai absorver ou entender, a não ser que aprenda – ou no caso, passe por isso.

Você nunca vai entender, então não diga “eu sei que o está passando“, se não sabe de verdade. Isso invalida completamente um sentimento que não tem ideia do que seja. Não é sobre você e o quanto sente muito, mas sim a respeito de alguém que se deixou ser vulnerável o suficiente para lhe deixar entrar. O mínimo que deve fazer é escutar e deixar claro que está presente, que continua escutando, mesmo que não compreenda.
Afinal, nem sempre quem te ama te entende, os seus pais – sejam de qual configuração de família for – são um exemplo disso.

Eles não fazem de propósito,  no entanto. Às vezes, é questão de não parar para ouvir, outras, de ignorância ou apenas falta de sensibilidade, o que acontece bastante. As pessoas não tem um olhar humano em relação às outras, elas não enxergam que em algum momentos, tudo o que o outro precisa é ser escutado e não esmurrado de palavras clichês ou sermões morais. Não existem palavras certas, mas há o silêncio que conforta e reafirma

Eu estou aqui, mesmo que não consiga te entender. Eu não estaria chorando se fosse você,  mas não sou eu, então tudo bem… porque eu tenho empatia por você e isso é tudo o que importa.

Não viva de passados ou memórias

Não viva de passados ou memórias

As memórias são fragmentos que guardamos sem planejamento. Diferente das marcas e cicatrizes em nosso corpo, as quais desaparecem por consequência do tempo, os quebra cabeças de lembranças habitam nossa mente e são montados de forma aleatória. Há momentos que nos marcam, outros, que esquecemos em 1 dia. O fato, é que amamos amar o passado. Mas mais ainda, nós amamos amar as pessoas pelo o que elas um dia já foram.

Uma foto é como viagem no tempo, mas sem a necessidade de uma máquina. Ela captura quem éramos naquele exato segundo em que posamos – ou não – para a lente. E através daquela imagem, as pessoas enxergam o ângulo mais bonito que querem, excluindo todas arestas negativas, como se não existissem. É uma idealização perfeita de uma vida que talvez não tenha sido tão linda assim. A imagem é um dos tipos de memórias e assim como as nossas recordações, ela também engana e encobre coisas que não podem ser facilmente vistas a olho nu: o sofrimento, a dor, a infelicidade.

Nós idealizamos o passado porque ele é algo que não podemos alterar de maneira concreta e sim imaginativa. Nos convencemos que determinada época foi a melhor e que nada vai superá-la ou dizemos para a nossa mente que só fazemos questão de nos lembrarmos dos melhores lados de alguém. É menos doloroso e nos previne de ter a percepção de que por mais perfeito que o antigamente pareça ter sido, ele tinha o lado escuro que não temos força para reviver.

 Eu sinto saudade de ser criança porque não havia responsabilidades. Eu podia chorar se quisesse, parecer frágil se sentisse vontade ou dizer alguma besteira, pois as pessoas iriam relevar, já que elas me consideravam boba demais para saber ou não o que é certo a se falar. Há dezenas de coisas que eu posso citar para dizer o quanto queria voltar a minha infância, mas duas me fazem parar aqui mesmo: a falta do poder de escolha e a ausência de independência.

É mágico se eu ver apenas pelo o lado da falta de preocupação, mas não consigo lidar com a opção de não ter uma voz ou não poder escolher o que quero fazer.

Lidar com as nossas memórias é a melhor e a pior forma de descobrir os lados extremamente ruins e os bons de alguém. Mas o melhor dele é que ele pode definir quem você foi, mas nunca o que sempre será.

 

 

10 coisas aos 19 anos

10 coisas aos 19 anos

1. As pessoas vão te cobrar uma maturidade que talvez você ainda não tenha.

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“eu não quero crescer”

2. Não é a escola em si que faz falta, mas sim a sensação de ter tudo definido para você, sem que tenha que se preocupar.

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fugindo da responsabilidade

3. Os amigos da escola não são para sempre.

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“Ela não é mais uma parte da minha vida. Talvez isso seja uma coisa boa”

4. É difícil fazer amizades conforme vamos crescendo.

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“Eu não tenho nenhum amigo”

5. Você começa a sentir medo de ser infantil demais.

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6. A primeira vez no banco é horrível e todo mundo espera que você saiba o que fazer.

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Confissão: Eu não sei o que estou fazendo

7. Haverá uma pressão para ser bem sucedido em tudo o que faz, como se qualquer coisa que fizer fosse definir sua vida.

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“Eu não posso, eu não posso fazer isso. Não posso”

8. Todo mundo vai começar a perguntar sobre faculdade e vestibular, isso é costumeiro.

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9. Se não passar no vestibular, vai te dar um pânico sobre o que fazer da sua vida depois disso.

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“Eu nunca sou bom ou boa o suficiente. Não importa o que eu diga ou faça”

10. Ver seus colegas de escola seguindo a vida e ter a sensação que nada na sua vida mudou.

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“A vida continua seguindo/passando e eu estou presa/preso aqui”

extra: 11: o medo da casa dos 20 é real, você realmente se sente velho (a)

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O que você aprendeu nos seus 19 anos? Caso se sinta confortável, compartilhe conosco.

                                                                Obrigada por ler isto.

Volte sempre.

O eu te amo mais difícil de todos

O eu te amo mais difícil de todos

Há uma ferida em minha pele. Um desconforto, um embaraço sobre mim mesma. Eu quero puxar e arrancar cada centímetro de mim. Todas as arestas, cantos e imperfeições. Toda essa camada de constrangimento que me reveste…

Eu gostaria de tirar tudo isso de mim.

Não só a aparência, os detalhes de meu nariz, a minha genética com olhos muito apertados. Estou falando de todo esse desgosto por minha existência.

Eu me vejo através do olhar dos outros, em uma caixa de vidro, usando uma lupa, analisando cada um dos detalhes que mais odeio e que me fazem ser quem sou.

Em outras palavras, eu não consigo parar de me odiar.

Recordo-me, embora seja uma dolorida lembrança, de quando passava com a cabeça abaixada pelo o espelho ao lado da porta de saída/entrada da escola. Tinha dor no meu coração, em meu corpo, braços e pés. Mal conseguia me manter firme. Não era capaz de parar de me evitar, de desviar dos meus próprios olhos. Eu não podia me encarar e enxergar o quanto desprezo possuía por mim. Eu queria muito, muito me amar. Tanto, que até doía.

Algumas vezes eu tento escrever isso em palavras, versos, poemas, haicais… eu tento, no entanto, me parece inútil. Às vezes, nada consegue traduzir a falta de amor que paira no ar em que respiro. Por mim mesma. Pelo o jeito que ando. Pelo o meu cabelo sem formato. Pelo a forma como eu sinto. Por tudo o que poderia ser e não sou ou por tudo o que queria ser e nunca serei.

Todo dia é uma luta. Para sair de casa, para encarar pessoas, para não me sentir julgada por todo mundo…
para viver.

Eu vejo nos olhos das pessoas. Feia. Horrorosa.

Muitos não tem noção de que só um olhar diz tudo e eu sei, em toda a minha vivência, o quanto uma palavra pode destruir alguém. Todavia, não é sobre o que dizem, mas o que não dizem. O inseguro se torna mais inseguro ainda quando lhe dão a certeza que não é merecedor (a).

Ele nunca ficaria com você.

Olhe para você.

Você não pode estar escolhendo, né?

Palavras. Palavras. Fotos do instagram. Propagandas. Padrões.

Tem tanta coisa que eu podia dizer que me afeta, mas será que você ia me entender?

Será que pararia para pensar que a frase que saiu da sua boca, ainda que sem intenção nenhuma, pode ter me destruído?

Esqueça o seu namorado ou namorado. Esqueça seus pais.

Este é o eu te amo mais difícil que dirá.

O para você mesma (o).

Não vai acontecer hoje, mas tudo bem

Não vai acontecer hoje, mas tudo bem

O fim de ano faz todo mundo ficar inspirado. É o início de tudo. Não só dentro de um calendário, mas tal como de uma perspectiva. Cada início de um ano também é início de projetos, ideias e mudanças. E claro, fechamento de ciclos. Tudo é sobre recomeçar. O que nos fez mal, simbolicamente fica para trás. É simples assim. Ou não.
Planejar é fácil. Imaginar, idealizar, construir em sua cabeça cada detalhe do que pode ocorrer e o desenrolar de todas as coisas. Super legal, bacana e empolgante, mas e quando se trata de fazer? É aí que a maioria das grandes ideias desaparecem e viram pó.
Quando as dificuldades surgem, grande parte das pessoas desistem. Não é tão divertido começar do zero e é verdade que ver tudo indo mal dói, ainda mais se é sobre algo que realmente gostamos e queremos.
Drake disse em uma das suas músicas “Nós começamos de baixo agora estamos aqui”. Eu imagino o que é o “de baixo” dele. Quantas “nãos” ele teve que ouvir? Quantas vezes alguém disse que era impossível? Quantas portas foram fechadas em sua cara?
Todas as vezes que vejo alguém batalhando para estar onde chegou, me pergunto o quanto nós somos covardes – os seres humanos em geral, quero dizer. Evitamos o tempo todo nos machucar, nos ferir e isso é ridículo, tendo em vista que se estamos vivos, deveríamos nos orgulhar em ter as marcas que carregamos. Não estou dizendo que precisamos ter traumas para alcançar coisas e que isso é justo, mas sim que a vida tem obstáculos e não há nada que possamos fazer.
As pessoas me perguntam muito como foi sofrer bullying, se eu acho que eu mereci, se foi ruim…
bom, sim, foi péssimo.
se me fez uma pessoa melhor? claro.
mas se eu merecia? não.
mas às vezes temos que passamos por situações que não entendemos no momento e talvez nunca iremos
e acontece.
O que eu quero dizer é que não, talvez você não fique rico agora ou emagreça 50 kgs de uma vez, mas alguma hora vai finalmente acontecer. E no final, se orgulhará de tudo, pois mesmo que não aconteça agora, imediatamente, a caminhada vai valer a pena quando chegar lá em cima.

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